23 de junho de 2011

APENDICITE X MDCT

Veja também, esta postagem com diagnóstico deferencial de apendicite. Link

Diagnostic Performance of Multidetector Computed Tomography for Suspected Acute Appendicitis
Perry J. Pickhardt, MD; Edward M. Lawrence, BS; B. Dustin Pooler, MD; and Richard J. Bruce, MD
+ Author Affiliations

From the University of Wisconsin School of Medicine and Public Health, Madison, Wisconsin.
Abstract

Background: Use of preoperative computed tomography for suspected acute appendicitis has dramatically increased since the introduction of multidetector CT (MDCT) scanners.

Objective: To evaluate the diagnostic performance of MDCT for suspected acute appendicitis in adults.

Design: Analysis of MDCT findings and clinical outcomes of consecutive adults referred for MDCT for suspected appendicitis from January 2000 to December 2009.

Setting: Single academic medical center in the United States.

Patients: 2871 adults.

Measurements: Interpretation of nonfocused abdominopelvic MDCT scans by radiologists who were aware of the study indication. Posttest assessment of diagnostic performance of MDCT for acute appendicitis, according to the reference standard of final combined clinical, surgical, and pathology findings.

Results: 675 of 2871 patients (23.5%) had confirmed acute appendicitis. The sensitivity, specificity, and negative and positive predictive values of MDCT were 98.5% (95% CI, 97.3% to 99.2%) (665 of 675 patients), 98.0% (CI, 97.4% to 98.6%) (2153 of 2196 patients), 99.5% (CI, 99.2% to 99.8%) (2153 of 2163 patients), and 93.9% (CI, 91.9% to 95.5%) (665 of 708 patients), respectively. Positive and negative likelihood ratios were 51.3 (CI, 38.1 to 69.0) and 0.015 (CI, 0.008 to 0.028), respectively. The overall rate of negative findings at appendectomy was 7.5% (CI, 5.8% to 9.7%) (54 of 716 patients), but would have decreased to 4.1% (28 of 690 patients) had surgery been avoided in 26 cases with true-negative findings on MDCT. The overall perforation rate was 17.8% (120 of 675 patients) but progressively decreased from 28.9% in 2000 to 11.5% in 2009. Multidetector computed tomography provided or suggested an alternative diagnosis in 893 of 2122 patients (42.1%) without appendicitis or appendectomy.

Limitation: Possible referral bias, because some patients whose appendicitis was difficult to diagnose on clinical grounds may not have been referred for MDCT for evaluation of suspected appendicitis.

Conclusion: Multidetector computed tomography is a useful test for routine evaluation of suspected appendicitis in adults.

Primary Funding Source: None.

8 de junho de 2011

OTIMIZAÇÃO PARA CELULARES

A partir de agora o BLOG SCAN (Blog do Serviço de Biomimagem da PROMEDICA) conta com otimização das suas postagens para visualização em aparelhos de celular.

15 de maio de 2011

TROMBO ATRIO ESQUERDO

Com o surgimento dos novos aparelhos de tomografia com múltiplas fileiras de detectores e a melhora na resolução temporal e espacial, cada vez mais podemos avaliar o coração e os vasos da base em tomografia de tórax realizadas para suspeitas diagnósticas não cardiológicas, no entanto durante uma avaliação do tórax devemos incluir o coração como parte da rotina radiológica. Neste caso individualizamos uma falha de enchimento hipoatenuante que pode traduzir trombo no interior do átrio esquerdo (auriculeta).


Plano axial

Plano Coronal

Plano sagital

HERNIA INTERNA

Seguem duas imagens de tomografia computadorizada, uma no plano axial e outra no plano coronal que evidenciam um sinal frequentemente associado a hérnia internas. O sinal do redemoinho. Observem o padrão espiralar dos vasos mesentéricos e das alças intestinais. Vê-se também, alças intestinais na projeção da goteira parieto-cólica direita, achados que fornecem indícios do diagnóstico em questão.


Segue o link de uma boa revisão sobre o tema na Radiographics.
http://radiographics.rsna.org/content/25/4/997.full

27 de fevereiro de 2011

ANEURISMA DA ARTÉRIA BASILAR


Tomografia computadorizada, plano axial pós contraste. Observamos volumoso aneurisma da artéria basilar.

Plano coronal, note a presença de trombo mural (seta vermelha). Este achado é frequente em aneurisma volumosos pois associam-se a irregularidades parietais e fluxo mais lento que o habitual favorecendo o aparecimento dos mesmos.

20 de fevereiro de 2011

MEDICINA E ARTE

Entre plantões, casos, artigos e escalas, a medicina e a arte se misturam... belo blog:

http://medicineisart.blogspot.com/
http://medicineisart.blogspot.com/search/label/Otorrinolaringologia


17 de fevereiro de 2011

TROMBOSE DE VEIA OVARIANA

Paciente do sexo feminino, jovem com dor abdominal mal definida, mais expressiva no abdome inferior / flanco direito há dois dias.


Tomografia, plano axial após a infusão endovenosa da substância contrastante,. Observamos ectasia da veia ovariana direita que apresenta falha de opacificação parcial (seta vermelha) - Trombo). Note a veia ovariana do lado oposto que apresenta calibre e opacificação habituais (seta azul).


Tomografia, plano coronal com os mesmo achados descritos acima.
A trombose da veia ovariana está principalmente associada ao período puerperal, alterações inflamatórias / infecciosas pélvicas e aos quadros oncológicos.

14 de fevereiro de 2011

VOLVULO DO COLON SIGMOIDE

Paciente Idosa do sexo feminino evoluindo com dor abdominal difusa há dois dias.


Tomografia, plano coronal, onde observamos um padrão espiralar da disposição da alça intestinal, localizada na porção central (seta vermelha) e dos vasos mesentéricos dispostos na periferia (seta azul).


Plano coronal oblíquo evidenciando aspecto retorcido do colon sigmóide sobre si mesmo. Diagnóstico: Vólvulo do Sigmóide.


Reconstrução volumétrica, evidenciando acentuada distensão do cólon sigmóide. Destaque para a morfologia típica da coluna aérea ao nível do sítio oclusivo do volvolo (Seta vermelha - formato de bico). Seta azul distensão do cólon sigmóide.

15 de janeiro de 2011

DISPLASIA FIBROSA DO SEPTO NASAL


Paciente do sexo masculino sem queixas diretamente relacionadas à referida imagem.

No terço posterior do septo nasal, observa-se imagem bem definida que envolve a medular óssea com padrão em ¨vidro fosco¨ e que preserva a cortical. Achados que sugerem displasia fibrosa.

Importante salientar que a displasia fibrosa e o Fibroma Ossificante podem exibir o mesmo aspecto de imagem, sendo a diferenciação possível apenas através da avaliação hitopatológica.

http://www.nature.com/modpathol/journal/v20/n3/pdf/3800753a.pdf

Na fossa média esquerda obervam-se fragmentos metálicos que produzem artefato de endurecimento de feixe. Vê-se também descontinuidade do osso temporal deste mesmo lado, decerto relacionada também a trauma prévio.

11 de janeiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DOS BONS PROFISSIONAIS

Era uma destas manhãs que a emergência estava lotada com muitos pedidos de Tomografia. Recebemos uma paciente jovem do sexo feminino com uma solicitação de tomografia da coluna dorsal. Após as devidas orientações a respeito do exame, saí da sala de comando para pegar um cafezinho (Radiologista são movidos a café) e ao retornar recebi a seguinte notícia: Dr. vi uma pequena alteração no exame e reconstruí o exame com um FOV maior, disse Fritz um dos nossos técnicos da equipe de tomografia.
Após avaliar o exame da coluna dorsal parti para a análise das imagens com o FOV (Field Of View) maior.

Segue a primeira imagem com o FOV adequado para a avaliação da coluna dorsal.



Trata-se de tomografia da coluna dorsal com janela de partes moles. A seta vermelha demostra um pequeno derrame pleural à esquerda (alteração vista por Fritz).

Segue a segunda imagem com o FOV maior para a avaliação do tórax.



Tomografia, plano axial, onde observamos uma consolidação de aspecto cuneiforme na periferia da base do lobo inferior esquerdo (seta vermelha).

Em nosso relatório de coluna dorsal, notificamos a presença das alterações descritas acima e alertamos ao médico da emergência sobre a possibilidade de tromboembolismo pulmonar.

Abaixo, seguem as imagens nos planos axial e coronal da tomografia com protocolo específico para a pesquisa de TEP, onde observamos falha de enchimento segmentar na trama vascular arterial pulmonar (seta amarela).





Aqui não nos cabe discutir quais os motivos que fizeram o nosso plantonista da emergência suspeitar que os sintomas da paciente eram relacionados à coluna. Nem sempre a comunicação médico - paciente (cliente) é satisfatória, no entanto ressaltamos a importância do trabalho em equipe dos profissionais envolvidos em um setor de Radiologia. Técnicos que prestam atenção no que fazem não têm preço.
Parabéns Fritz!