4 de janeiro de 2011

ANGIO X ACHADOS ADICIONAIS


Não é incomum acharmos quem defenda que exames angiográficos e exames cardiovasculares (Tomografia do Coração e RM do coração) tenham sua avaliação restrita ao órgão em questão ou mesmo aos vasos. Em nosso Serviço procuramos o oposto, a rotina deve incluir a avaliação completa das imagens em uma ordem inversa ao objetivo do exame.
Sempre avaliar o exame de posse da história clínica e com uma janela específica para o segmento em questão e em seguida realizar a avaliação angiográfica com janela específica para os vasos.
Ao longo do tempo temos obtido bons resulta
dos com esta rotina.

Apresentamos imagens de uma paciente Jovem com história de ptose palpebral à esquerda há 5 dias.

A avaliação angiográfico não revelou alteração significativa.


MIP espesso, onde observamos as artérias cerebrais médias e os segmentos A1 das artérias cerebrais anteriores com calibre e opacificação habituais.


VRT demonstrando o sistema vertebro-basilar sem alterações significativas.

Durante a avaliação das imagens, notamos uma área de realce aparentemente anelar com hipoatenuação central na projeção da ponte / pedúnculo cerebral à esquerda (seta vermelha). Recomendamos RM do crânio para avaliação complementar.

Nas imagens abaixo pesadas em T1 pós contraste, notamos a presença de formação expansiva com realce exuberante de provável natureza neoplásica na projeção da ponte / pedúnculo cerebral à esquerda (seta vermelha).

MORAL DA HISTÓRIA: QUEM OLHA APENAS UMA ÁRVORE NÃO PERCEBE A FLORESTA!

25 de dezembro de 2010

DIVERTICULO DUODENAL



Tomografia, plano axial, onde individualizamos imagem de aspecto cístico em situação paraduodenal (seta).




Tomografia, plano coronal, notando-se comunicação da imagem diverticular com a luz do duodeno. Diagnóstico mais provável: Divertículo Duodenal.









18 de dezembro de 2010

PROVA PARA O E4 2011

Com muito orgulho estamos realizando no dia de hoje o primeiro processo seletivo para estagio E4 em radiologia.

17 de dezembro de 2010

CASO CLÍNICO 2

Paciente de 51 anos, sexo masculino, vítima de queda da própria altura há 05 dias, vem cursando com zumbido do lado direito. Ao exame otoscópico foi evidenciado hemotímpano.












CASO CLÍNICO 1

Paciente do sexo feminino, 61 anos, com queixa de dor abdominal de forte intensidade, mais acentuada na região epigástrica, com piora do quadro nas últimas 48h. Refere a paciente que vem sentido dores epigástricas há mais de 30 dias. Realizou EDA prévia que evidênciou edema local de mucosa nas proximidades do ântro gástrico.
Demais antecedentes médicos negativos.











14 de dezembro de 2010

INSCRIÇÕES R4 RADIOLOGIA

Alguns candidados tem informado dificuldade no envio dos currículos, gostaríamos de esclarecer que as inscrições podem ser feitas através do envio dos curriculos para os seguintes emails e4rad.hjv@gmail.com ou gnetomed@yahoo.com com as seguintes informações:

NOME COMPLETO
DATA DE NASCIMENTO
ENDEREÇO
CONTATO
GRADUAÇÃO
RESIDENCIA MÉDICA - ANO DE CONCLUSÃO
ÁREA DE INTERESSE EM RADIOLOGIA
PRODUÇÃO CIENTÍFICA
LINGUA ESTRANGEIRA

A data limite para inscrição foi estendida até o dia 17/12/2010

12 de dezembro de 2010

DISPLASIA FIBROMUSCULAR



Paciente jovem do sexo feminino em investigação para Hipertensão Arterial Sistêmica.
A primeira imagem à direita é uma reconstrução MIP (Maximum Intensity Projection) com subtração óssea de uma Angiotomografia.
Nas Imagens à esquerda, em reconstrução MPR Curvo, observamos múltiplas irregularidades parietais com estenoses focais ao longo do trajeto vascular, mais expressivas nas artérias renal direita e ilíaca externa esquerda.
Há apenas alguns anos o diagnóstico da Displasia Fibromuscular era bem difícil e dependente da angiografia convencional. Recentemente com a melhora da resolução dos novos tomógrafos é possível estudar estes segmentos vasculares com mais precisão, no entanto apesar da boa caracterização do padrão clássico de "contas de rosário" através do método tomográfico, ainda existe limitação na resolução espacial, esta limitação é especialmente importante na avaliação das estenoses focais que podem ser subestimadas.

28 de novembro de 2010

GRANULAÇÃO ARACNÓIDE

Imagens de Ressonância Magnética do Crânio da mesma Paciente da postagem anterior



Imagens de RM, a primeira no plano axial pesada em T2, onde observamos a imagem arredondada com alto sinal na topografia do seio transverso / sigmóide (seta vermelha) e a outra no plano coronal pesada em T1, onde observamos a mesma imagem (seta vermelha) com baixo sinal similar ao do liquor.
Imagens gentilmente cedidas por Dra Lívia Mônico

26 de novembro de 2010

TROMBOSE VENOSA PITFALL

Armadilhas diagnósticas são bem comuns na radiologia e muitas vezes tiram o sono dos plantonistas.
Apresentamos neste caso imagens de uma angiotomografia do crânio
Paciente jovem, do sexo feminino com história de cefaléia constante há 5 dias.


Imagem de tomografia computadorizada, plano axial, onde observamos imagem hipoatenuante, circunscrita na projeção do seio venoso transverso / sigmóide à esquerda.




Imagem de tomografia computadorizada, plano coronal. Observe a imagem hipoatenuante (seta vermelha) e a sua relação com a tábua óssea, fornecendo indícios de que trata-se de uma imagem que de alguma forma femodelou o osso, observe também diminuta imagem vascular de permeio (seta amarela), o aspecto descrito é compatível com granulação aracnóide (achado benígno e um dos principais diagnósticos diferenciais da trombose venosa cerebral)

22 de novembro de 2010

A VERDADE DE HOJE É A MENTIRA DE AMANHÃ

Qual o médico que não ouviu ou falou esta frase?
Estamos sempre aprendendo um pouco mais sobre as doenças e este conhecimento, mais exponencial do que nunca, faz com que a frase do título desta postagem torne-se um jargão cada vez mais utilizado.
Nos últimos anos, com o surgimento dos tomógrafos de múltiplas fileiras de detectores foi possível avaliar as artérias coronárias e mensurar o escore de cálcio coronário. Mas a pergunta é a seguinte: o que fazer com estas informações ?
Segue um link bem interessante sobre o assunto do Blog da Medicina Baseada em Evidências com uma excelente discussão científica e acalorada sobre o tema!

É realmente necessário reclassificar indivíduos de risco cardiovascular intermediário?